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Comunidades de Vida : 12 Anos da Comunidade Árvore da Vida

Enviado por administrador em 30/05/2010 19:51:54 (86 leituras)


Comunidade Arvore da Vida12 anos da Comunidade Árvore da Vida



Celebrar a fecundidade de um carisma nascido para o bem e o serviço da Igreja é motivo de grande ação de graças a Deus! No dia 21 de junho deste ano, festejamos com alegria o 12º aniversário de fundação da Comunidade Católica Árvore da Vida, fundada em Belo Horizonte, na paróquia Santo Antônio da Pampulha no ano de 1998 - ano consagrado por João Paulo II ao Espírito Santo.

Com muita simplicidade, sentíamos que Deus desejava de nós algo novo. A vida de São Bento nos foi apresentada e percebíamos nela uma grande riqueza profética para o mundo de hoje. Silêncio, oração, escondimento, uma vida ritmada pela oração das horas, a experiência comunitária vivida e construída com humildade a cada dia como testemunho de amor fraterno, "nada antepor ao amor de Cristo"... Tínhamos sede da vida monástica, mas a evangelização, o desejo de tocar as feridas de Jesus na pessoa de cada irmão sofredor poderia parecer incompatível com vivência da espiritualidade monástica. Compreendemos então que Deus nos chamava a ser monges no meio do mundo, vivendo nos bairros, nos encontrando diariamente com muitas pessoas, mas cultivando a cada dia no coração a espiritualidade cheia de sabedoria daqueles cristãos dos primeiros séculos que fugiram para os desertos para ali viverem com radicalidade o evangelho.

A iniciativa poderia parecer bastante ousada se não viesse do Espírito Santo.

Também a vida de Santa Terezinha muito nos ensinou e ensina. O amor a Jesus Crucificado o desejo de aliviar seus sofrimentos foi desde o começo o grande impulso da nossa vocação. Crer que a oração alcança as realidades que nem as nossas palavras nem as nossas ações podem tocar nos encoraja a nos dedicar a este ofício e assim poder colaborar com a construção do Reino de Deus. Na Igreja, nossa Mãe, nos sentimos profundamente enraizados. A ela desejamos servir e amar com nossa vida e vocação.

Nossa caminhada ao longo destes 12 anos foi muito desafiadora, mas a graça de Deus nos acompanhou cada dia com sua imensa generosidade. Hoje, além de nossa missão em Belo Horizonte, estamos presentes em duas outras dioceses: Divinópolis e Luz (na cidade de Lagoa da Prata) e, buscando a comunhão com a Igreja local, procuramos cumprir nossa missão especialmente através da fidelidade ao carisma ao qual Deus nos chamou.

Nosso coração está em festa! Uma caminhada de 12 anos não é assim tão longa, mas nos alegramos por lançar os alicerces sobre os quais, segundo a vontade de Deus, se apoiarão outros irmãos e irmãs chamados a esta família espiritual! Contamos com a sua oração e, esteja certo de que você pode contar com a nossa também!


Geral : Eucaristia: Sacramento da Unidade e Força geradora da Comunhão Eclesial

Enviado por administrador em 30/05/2010 19:45:22 (78 leituras)


Corpus ChristiEucaristia: sacramento da Unidade e força geradora da comunhão eclesial



Ao aproximar a Festa de Corpus Christi queremos lembrar a Encíclica "Ecclesia de Eucharistia" que nos apresenta o "sacramento da Eucaristia na sua relação com a Igreja". É um documento de relevância na vida da Igreja no conteúdo doutrinal e pastoral. Ela oferece reflexão e orientação segura para aprofundar e viver com intensidade o "mistério da Fé" deixado pelo próprio Senhor: "Fazei isto em minha memória".

A Eucaristia é a presença salvífica de Cristo no meio do seu povo. Ele que quis permanecer conosco, de modo especial, no sacramento eucarístico. Por este motivo a Eucaristia é o sacramento por excelência do mistério pascal, isto significa que "a Eucaristia edifica a Igreja e que a Igreja faz a Eucaristia".

Não há dúvida de que hoje percebemos a participação mais consciente e ativa dos fiéis na celebração Eucarística e que existe um espaço reservado à adoração ao Santíssimo. Mas é necessário admitir que "ao lado destas luzes, não faltam sombras". A Encíclica destaca um progressivo abandono do culto de adoração eucarística; mostra certos abusos e contextos que contribuem para deformar a autêntica doutrina sobre a Eucaristia e menciona a preocupação de reduzir a compreensão do Mistério eucarístico do seu valor sacrifical. Pois bem, a finalidade da Encíclica consiste em contribuir para acabar com as práticas inaceitáveis, desvios e abusos sobre o mistério que envolve o sacramento da Eucaristia.

Convidamos cada fiel para se orientar sobre a verdadeira forma de viver com profundidade a piedade eucarística. Citamos o exemplo de Maria Santíssima, sobretudo de pormo-nos à escuta para perceber o momento próprio de invocar o mistério e força da presença de Cristo. Devemos entender que quando vamos "Adorar" é próprio desse ritual a atitude de nos deixar contagiar com fervor, alternando silêncio, alegria, oração, cantos e devoção. No momento de "partilhar", ou seja, de receber a comunhão na celebração da Missa, o ritual sugere que o façamos de forma prática e rápida, sem gestos ou atitudes próprias da adoração, mas com muito respeito, simplicidade, no silêncio e na meditação do canto. Após receber a comunhão o fiel deve retornar ao lugar de origem, no silêncio da devoção e fazer a sua oração pessoal.

Atualmente é aconselhável receber a comunhão na palma da mão e convidar para a nobreza deste gesto e momento. O fiel deve colocar uma mão sobre a outra e fazer um "trono" para receber o Cristo Eucarístico. Nunca vá com a mão diretamente ao encontro da Eucaristia; aguarde o ministro colocá-la em sua mão. Logo em seguida, pegue-a e leve-a até a boca. Ao ouvir o ministro dizer: "O Corpo de Cristo" responda com toda fé e confiança "AMÉM". Comungue sempre à frente do ministro e observe se não ficou nenhum fragmento em sua mão ou dedos. Caso tenha ficado, leve-o até a boca.


Comunidades de Vida : Missão Mater Crucis

Enviado por administrador em 30/05/2010 11:33:14 (35 leituras)


Missao Mater CrucisMissão Mater Crucis



A Comunidade Mater Crucis há dez anos realiza junto à Pastoral Familiar da Paróquia Santo Antônio da Pampulha, um trabalho de promoção humana e evangelização de famílias carentes da Vila Santa Rosa e algumas outras da região.

Crianças, adolescentes, mães e gestantes se reúnem na sede da Comunidade às terças-feiras para momentos de oração, formação e também tem a oportunidade de aprender algum ofício como fonte de renda: fabricação de sabão com restos de óleo caseiro; fabricação de sabonetes, xampus e outros produtos de higiene e limpeza; confecção de bordados e pintura em panos de prato, customização de camisetas entre outros. As crianças e adolescentes contam também com momentos de lazer e ainda reforço escolar quando necessário.

As famílias são cadastradas e tem um acompanhamento sistemático em todos os níveis a fim de suprir todas as suas necessidades, sendo que uma vez a cada mês, recebem uma Cesta Básica e ao final do ano além desta, presentes para as crianças.

Em conformidade com o Projeto: "Igreja Viva Sempre em Missão" da Arquidiocese, iniciamos uma nova frente de evangelização, onde os jovens da Comunidade Mater Crucis, vão ao encontro de jovens, adolescentes e crianças na Vila Santa Rosa no local onde é celebrada todos os domingos, a Santa Missa.  No primeiro dia de reunião dos dois grupos, foram escolhidos em comum acordo e atendendo às demandas da comunidade carente, os temas e atividades que envolverão o projeto de missão, tais como Formações sobre a Doutrina da Igreja Católica e temas da atualidade: afetividade, sexualidade, drogas, convívio familiar entre outros, além de momentos de fraternidade e lazer. O projeto já vem colhendo ótimos frutos tanto para aquela comunidade, quando para a Comunidade Mater Crucis, que vai de encontro ao seu carisma de acolher como Maria acolheu nos pés da cruz, os filhos de Deus dispersos e necessitados do Amor do Pai.

Comunidade Mater Crucis

www.matercrucis.blogspot.com


Palavra do Pároco : Antônio, um exemplo de vida e dedicação

Enviado por administrador em 30/05/2010 11:22:30 (70 leituras)


Santo AntonioAntônio, um exemplo de vida e dedicação



Queridos irmãos e irmãs, neste mês celebramos a trezena de Santo Antônio relembrando este nosso irmão Antônio de Pádua pertencente à primeira geração dos Frades menores. Trata-se de um dos santos mais populares da Igreja Católica venerado no mundo inteiro: são queridas dos fiéis as imagens e estátuas que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus nos braços, lembrando uma aparição milagrosa mencionada por algumas fontes literárias.

Antônio contribuiu de maneira significativa para o desenvolvimento da espiritualidade cristã, com seus fortes traços de inteligência, equilíbrio, zelo apostólico e fervor místico. Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia, tornando-se um dos grandes conhecedores da ciência teológica. Destacou-se nas atividades de ensino e da pregação. Exerceu a sua atividade apostólica de forma tão intensa e eficaz que levou muitas pessoas que haviam se separado da Igreja a retornar. É considerado um dos grandes professores de teologia da Igreja e recomendado por São Francisco de Assis pelas suas virtudes.

Antonio de Pádua foi superior provincial dos Frades Menores da Itália e morreu em 13 de junho de 1231 nas portas da Cidade de Pádua. O Papa Gregório IX que já o havia escutado pregar definiu-o como "Arca do Testamento" e canonizou-o em 1232, também a partir dos milagres ocorridos por sua intercessão.

Santo Antônio escreveu dois ciclos de sermões: "Sermões dominicais" e "Sermões sobre os santos". Neles comentou textos da Sagrada Escritura utilizando uma interpretação tão atraente que orienta aos valores morais, antropológicos e para uma riqueza de atitudes cristãs que levam à busca da vida eterna. A riqueza de ensinamentos espirituais e evangélicos contida nos "Sermões" fez o Papa Pio XII, em 1946, proclamar Santo Antônio como Doutor da Igreja e atribuir o título de "Doutor Evangélico".

Nos "Sermões" Santo Antônio fala da oração como uma relação de entrega espiritual e de amor que conduz a pessoa a conversar docemente com o Senhor, criando uma alegria inefável. Ele nos recorda que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio, que não coincide com o afastamento do barulho externo, mas que é uma experiência interior que procura nos colocar numa consciência pura de valores. A oração deve ser acompanhada de quatro atitudes indispensáveis: abrir com confiança o pensamento a Deus; conversar afetuosamente com Deus; apresentar-lhe as necessidades; louvá-lo e agradecer-lhe.

No ensinamento de Santo Antônio sobre a oração conhecemos o papel designado ao amor a Deus, que entra na esfera dos afetos, da vontade, do coração, e que é também a fonte de onde brota a caridade: "sem o amor, a fé morre". Santo Antônio convidava as pessoas para através da oração a combater a inclinação à cobiça, ao orgulho, à impureza e a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade, da obediência, da castidade e da pureza.

Santo Antônio sempre colocou Cristo no centro da vida e do pensamento, da ação e da pregação. Ele nos convida a alegremente contemplar os mistérios da humanidade do Senhor e a buscar uma vida que imita a de Jesus Cristo. "Se pregas Jesus, Ele amolece os corações duros; se o invocas, Ele adoça as amargas tentações; se pensas nele, ilumina-te o coração; se o lês, sacia-te a mente".

Pe. Gleición Adriano da Silva


Geral : João Batista, O Penitente

Enviado por administrador em 30/05/2010 11:14:59 (20 leituras)


Sao Joao BatistaJOÃO BATISTA, O PENITENTE

"Convertei-vos, pois o Reino de Deus está próximo!" (Mt 3,2)



Irmã Maria Auxiliadora



"O Evangelho de Lucas se abre com a cena do anúncio do anjo ao velho Zacarias (Lc 1,5-25). O velho e sua esposa vivem estéreis, sem filhos, como tantos na antiga história do seu povo, como o próprio Israel daqueles tempos. Apesar de tudo, eram ambos pessoas honestas que se moviam na esfera da esperança religiosa e Zacarias, sacerdote, servia a Deus lá no seu templo.

Lucas não pretende abandonar-nos no templo. O que importa é o que Deus nos manifesta no recinto sagrado. O anjo fala "Não temas, Zacarias, porque foi ouvida tua oração: Izabel, tua mulher dar-te-á um filho, e chama-lo-ás João" (Lc 1,11s). As suas palavras são precisas: o verdadeiro culto de Israel e a sua esperança vão concretizar-se agora num homem. Não é preciso apresentá-lo; chama-se João e é "nazireu", um consagrado (Lc 1,13-15)."

A missão e o encargo do Batista se enraízam no antigo povo israelita e vem do próprio Deus: estará cheio ( esteve cheio) do Espírito  de Deus e converteu numerosos membros do seu povo, transmitindo-lhes o fogo sagrado de seus pais, os profetas e patriarcas (Lc 1,15-17).

Mas a tarefa de João se concretiza de uma forma ainda mais profunda: preparará o caminho e a vinda do seu Deus( Lc 1,17) ( cf. A Teologia de Lucas- Javier Pikaza -Ed. Paulinas, 1978).

"Toda a pregação de João Batista consistiu em preparar o povo pela conversão para a vinda de Cristo. Todos deverão fazer penitência com frutos saborosos. Todos são convidados a se reconhecerem pecadores e a adotar um comportamento novo, apropriado a seu estado. Ele "não era a Luz, mas deu testemunho da Luz" (Jo1,7). João soube conciliar bem a penitência com alegria: "Eu não sou o Cristo, mas fui enviado adiante dele." "É preciso que ele cresça e que eu diminua!"

Hoje, com João, anunciamos a segunda vinda de Cristo. "( cf. Encontros e celebrações para a festa do Natal- Frei Bernardo Cansi-Ed. Vozes-1970)


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