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Palavra do Pároco : Antônio, um exemplo de vida e dedicação

Enviado por administrador em 30/05/2010 11:22:30 (70 leituras)


Santo AntonioAntônio, um exemplo de vida e dedicação



Queridos irmãos e irmãs, neste mês celebramos a trezena de Santo Antônio relembrando este nosso irmão Antônio de Pádua pertencente à primeira geração dos Frades menores. Trata-se de um dos santos mais populares da Igreja Católica venerado no mundo inteiro: são queridas dos fiéis as imagens e estátuas que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus nos braços, lembrando uma aparição milagrosa mencionada por algumas fontes literárias.

Antônio contribuiu de maneira significativa para o desenvolvimento da espiritualidade cristã, com seus fortes traços de inteligência, equilíbrio, zelo apostólico e fervor místico. Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia, tornando-se um dos grandes conhecedores da ciência teológica. Destacou-se nas atividades de ensino e da pregação. Exerceu a sua atividade apostólica de forma tão intensa e eficaz que levou muitas pessoas que haviam se separado da Igreja a retornar. É considerado um dos grandes professores de teologia da Igreja e recomendado por São Francisco de Assis pelas suas virtudes.

Antonio de Pádua foi superior provincial dos Frades Menores da Itália e morreu em 13 de junho de 1231 nas portas da Cidade de Pádua. O Papa Gregório IX que já o havia escutado pregar definiu-o como "Arca do Testamento" e canonizou-o em 1232, também a partir dos milagres ocorridos por sua intercessão.

Santo Antônio escreveu dois ciclos de sermões: "Sermões dominicais" e "Sermões sobre os santos". Neles comentou textos da Sagrada Escritura utilizando uma interpretação tão atraente que orienta aos valores morais, antropológicos e para uma riqueza de atitudes cristãs que levam à busca da vida eterna. A riqueza de ensinamentos espirituais e evangélicos contida nos "Sermões" fez o Papa Pio XII, em 1946, proclamar Santo Antônio como Doutor da Igreja e atribuir o título de "Doutor Evangélico".

Nos "Sermões" Santo Antônio fala da oração como uma relação de entrega espiritual e de amor que conduz a pessoa a conversar docemente com o Senhor, criando uma alegria inefável. Ele nos recorda que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio, que não coincide com o afastamento do barulho externo, mas que é uma experiência interior que procura nos colocar numa consciência pura de valores. A oração deve ser acompanhada de quatro atitudes indispensáveis: abrir com confiança o pensamento a Deus; conversar afetuosamente com Deus; apresentar-lhe as necessidades; louvá-lo e agradecer-lhe.

No ensinamento de Santo Antônio sobre a oração conhecemos o papel designado ao amor a Deus, que entra na esfera dos afetos, da vontade, do coração, e que é também a fonte de onde brota a caridade: "sem o amor, a fé morre". Santo Antônio convidava as pessoas para através da oração a combater a inclinação à cobiça, ao orgulho, à impureza e a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade, da obediência, da castidade e da pureza.

Santo Antônio sempre colocou Cristo no centro da vida e do pensamento, da ação e da pregação. Ele nos convida a alegremente contemplar os mistérios da humanidade do Senhor e a buscar uma vida que imita a de Jesus Cristo. "Se pregas Jesus, Ele amolece os corações duros; se o invocas, Ele adoça as amargas tentações; se pensas nele, ilumina-te o coração; se o lês, sacia-te a mente".

Pe. Gleición Adriano da Silva


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