"Igreja Viva, sempre em Missão"

Data 26/05/2009 23:50:00 | Tóopico: 1ª Edição do Informativo


Este é o nome do novo Projeto de Evangelização da Arquidiocese de Belo Horizonte. Por que um “novo” Projeto?

Nos últimos dois anos, vivemos momentos muito significativos na Igreja. Em maio de 2007, realizou-se Conferência Geral do Episcopado Latinoamericano e Caribenho em Aparecida do Norte. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lançou em abril de 2008 as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Esses dois eventos convocaram nossas Dioceses a um processo de profunda revisão de nossa prática evangelizadora e pastoral. O Projeto de Evangelização Arquidiocesano “Igreja viva, sempre em missão” é o fruto recém-colhido da 3ª Assembléia do Povo de Deus, III APD, como resposta a essa dupla convocatória.




A III APD foi, de fato, um caminho espiritual e missionário. Suas três etapas missionárias foram indicando, passo a passo, aspectos fundamentais da vida de nossa Igreja. Ao mesmo tempo em que fazíamos a avaliação do Projeto “Igreja viva: Povo de Deus em comunhão”, eram lançadas as sementes que fizeram germinar o novo Projeto: “Igreja viva, sempre em missão”. O nosso novo Projeto é fruto desse caminho: 12 Proposições (2ª Etapa Missionária) , 12 Orientações (3ª Etapa Missionária), 12 Programas de Evangelização (Projeto).

O atual Projeto contempla, com muita fidelidade, a caminhada da Arquidiocese de Belo Horizonte nos últimos vinte anos: o Projeto Pastoral “Construir a Esperança”, a 1ª Assembléia do Povo de Deus (1996), a 2ª APD (2003). Na verdade, damos continuidade ao Projeto anterior “Igreja viva: Povo de Deus em comunhão” (2004-2008), acolhendo o novo do momento atual.

Reafirmamos aquilo que é a “Igreja viva”: Povo de Deus, que procura viver em comunhão, organiza-se em rede de comunidades, tem a centralidade de sua vida na Palavra e na Eucaristia, sendo misericordiosa, participativa, solidária e comprometida com os pobres – tudo que a faz “sinal do Reino de Deus”. Uma Igreja “discípula missionária” é a característica distintiva do momento atual. Dessa maneira, colocamo-nos em sintonia com o Projeto Nacional de Evangelização: “O Brasil na Missão Continental”.

A realidade da Arquidiocese é muito complexa: a sua área compreende 28 municípios da Região Metropolitana da Grande BH, com cerca de 4.750.000 habitantes. São 260 Paróquias, organizadas em 36 Foranias, reagrupadas, por sua vez, em 4 Regiões Episcopais. Há grandes centros urbanos, densamente povoados, como Belo Horizonte, Contagem e Betim, por exemplo, com suas vilas e favelas, grandes condomínios e conjuntos residenciais. Há regiões de periferia, cada qual com suas realidades; municípios do interior; zona rural. Esse “rosto” variado está contemplado, de alguma forma, nos programas de evangelização.

É necessário articular melhor todas essas realidades, com as suas muitas iniciativas. Sendo fiel às “Orientações da III APD”, o Projeto retrata essa complexidade de nossa Arquidiocese, com indicações das ações para as várias instâncias:comunidades, paróquias, pastorais, grupos, movimentos, instituições da Arquidiocese.O Projeto de Evangelização, “nosso Projeto de Vida, nosso Projeto de Vida Eclesial”, como salienta Dom Walmor, orienta-nos para que toda a Arquidiocese se coloque em estado permanente de missão.

No Capítulo 3, há indicações muito importantes nas “Estratégias para a recepção e aplicação do Projeto de Evangelização”. Em cada programa de evangelização há indicações específicas para as Paróquias. Dessa forma, todos temos orientações preciosas para que a nossa Igreja viva, viva sempre em missão!





Frei Luiz Antônio Pinheiro, OSA



Vigário Episcopal para a Pastoral



Arquidiocese de Belo Horizonte






Este artigo veio de Paróquia Santo Antônio da Pampulha
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